terça-feira, 1 de março de 2011

Assembleia de SP coloca 350 mil documentos históricos na internet

http://www.al.sp.gov.br/web/acervo2/index_acervo.htm.A História do Legislativo Paulista ao alcance de um clique

Podem ser consultadas na nova página as relações dos deputados eleitos, dos membros das comissões legislativas e dos integrantes da Mesa Diretora de cada legislatura, desde a instalação do Conselho de Província de São Paulo (1828) até o fechamento da Assembleia Legislativa de São Paulo (1937). Para todos os períodos históricos estão disponíveis os links da página do Departamento de Documentação e Informação, com a íntegra das leis de São Paulo, desde o Império. Também é possível consultar a relação das ementas de discursos parlamentares entre 1947 e 1996, com a respectiva data dos pronunciamentos e de sua publicação.

Outras novidades disponibilizadas na íntegra são os livros, revistas e o guia produzidos pelo Acervo Histórico e, marcando o início de um novo serviço, o primeiro exemplar de obra rara da nossa Biblioteca. Foi escolhida a obra “L’Enseignement Mutuel -- ou Histoire de l’Introduction et de la propagation de cette méthode”. O livro data de 1818 e seus autores são identificados como “Dr. Bell” e “J. Lancaster”. A versão disponível no Acervo foi traduzida do alemão para o francês por Joseph Hamel. A obra trata do método conhecido como Lancaster, implantado no ensino público de São Paulo logo após a Independência (1821). Novos conjuntos documentais estarão acessíveis, conforme a evolução dos trabalhos de captura e catalogação.

O pesquisador continuará tendo a disposição em nosso acervo físico a série completa dos “Anais da Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo” (de 1835 e 1947), os 25 mil volumes de obras da Biblioteca do Acervo, o banco de fotografias, com mais de 150 mil imagens, desde a década de 1950, e outros conjuntos, como os documentos da Comissão da Medalha dos Revolucionários de 1932, as primeiras 1000 horas de fitas de som, capturadas em meio digital, com o registro dos trabalhos de Plenário dos anos de 1963 e 1964. e o banco de dados biográficos dos deputados do Império, República Velha e Anos 1930, com mais de 1000 parlamentares, que está em elaboração.

A página do Acervo Histórico no Portal da Alesp entra em nova fase, disponibiliza para consulta e reprodução mais de 350 mil páginas de documentos originais. A iniciativa completa trabalho iniciado com a parceria da FAPESP, entre 1998 e 2001, que permitiu o escaneamento e a catalogação, em preto e branco, dos documentos mais antigos do Legislativo de São Paulo. Também estão disponíveis para download os primeiros volumes dos “Anais da Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo (1869/1872) e os três volumes das “Falas Presidenciais”, reunidas por Eugenio Egas na série: “Galeria dos Presidentes de São Paulo”, documento fundamental no processo Legislativo durante o Império e a República Velha.

Novidades

BASE DE DADOS

Disponibilizamos para consulta 350.000 páginas de documentos da história de São Paulo.

Do império aos Anos 30, você poderá consultar listas dedeputados, comissões, mesas e documentos dos períodos!


domingo, 23 de janeiro de 2011

Passeio de Trólebus visita pontos turísticos de São Paulo no dia 25


Foto: Divulgação

Trólebus da década de 40 realizará passeios gratuitos por pontos turísticos da cidade na terça-feira

Se a idéia é aproveitar os 457 da cidade para conhecer um pouco mais de sua história, uma opção é fazer um passeio turístico em um trólebus da década de 40 pelo centro da cidade. A partir das 9h, o veículo partirá do Pateo do Colégio e passa por pontos como Edifício Itália, Teatro Municipal, Edifício Martinelli, Banespa e Catedral da Sé. O passeio é gratuito e tem duração de 40 minutos

Passeio de Trólebus visita pontos turísticos de São Paulo no dia 25

No dia 25 de janeiro os paulistanos poderão comemorar o aniversário da cidade fazendo um passeio pelo centro histórico da cidade a bordo de um trólebus da década de 40. O passeio será acompanhado por guias especializados na história de São Paulo.


No dia 25 de janeiro, data do aniversário da cidade, A Secretaria Municipal de Transportes, a Secretaria Municipal do verde e do Meio Ambiente, juntamente com a SPTruis, realizam a 6ª edição de O Coração da Cidade da Janela de um Trólebus.

A partir das 9h do dia 25, um trólebus da década de 40 patirá do Pateo do Colégio e levará os paulistanos para um passeio pelo centro histórico da cidade, passando por pontos como Edifício Itália, Teatro Municipal, Edifício Martinelli, Banespa e Catedral da Sé.

A viagem, gratuita, tem duração de 40 minutos e desvenda aos paulistanos as preciosidades de nossa história, presentes no dia-a-dia de quem transita pelo centro, mas que muitas vezes passam desapercebidas em meio à correria diária. O trajeto será acompanhado por guias especializados na história da cidade.

Meio de transporte limpo e econômico

A cidade de São Paulo foi pioneira no uso do trólebus no Brasil. Inaugurou sua primeira linha em abril de 1949, fazendo o percurso Aclimação - Praça João Mendes. O sistema trólebus é um patrimônio da cidade e este percurso histórico e ecológico constitui também homenagem aos seus 62 anos da existência na capital.

O trólebus é um veículo limpo, de baixo ruído, silencioso, confortável (sem trancos), com velocidade adequada para o tráfego urbano e, sobretudo, não emite gases prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana. Ou seja: apresenta ganhos em mobilidade, conforto na viagem e redução com os gastos em saúde pública.

Serviço

O Coração da Cidade da Janela de um Trólebus
Data: 25 de janeiro de 2011
Horário: das 9h às 16h
Duração do percurso: 40 minutos
Local de saídas: Páteo do Colégio
Trajeto: Páteo do Colégio, Rua Boa Vista, Rua Líbero Badaró, Viaduto do Chá, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República, Av. São Luiz, Praça Xavier de Toledo, Viaduto do Chá, Líbero Badaró, Largo São Francisco, Praça da Sé, Pateo do Colegio

Fonte: Portal IG/Prefeitura de SP

domingo, 6 de junho de 2010

Da Aldeia de Ururaí a São Miguel Paulista


Da Aldeia de Ururaí a São Miguel Paulista
1560 – 1797

A primeira referência que se tem de São Miguel, não é de 1622, ano em que se deu por concluída a capela, mas muito antes, em 1560. para que esta casa religiosa, fosse idealizada nos padrões em que foi edificada, podemos refletir sobre o que representava a aldeia de Ururaí, hoje São Miguel, tanto no aspecto social, religioso e geográfico, este último importante como ponto estratégico-defensivo de incursões de índios rebeldes à pequena Vila de São Paulo.

A história do bairro está estritamente relacionada à própria fundação da capital metropolitana, razão pela qual devemos dirigir nossa atenção aos fatos ocorridos mesmo antes de 1554.

Habitantes da região, os índios Guaianazes ainda se distribuíam por todo o planalto paulista. Suas terras eram demarcadas ao longo da costa litorânea, de Angra dos Reis até Cananéia, tendo como visinhos de um lado, os índios Carijós e de outro, os Tamoios, ambos seus inimigos. Cautelosos, não faziam guerra fora de seus limites, e ao vencerem um adversário faziam dele escravo, por não serem antropófagos. Tranqüilos e sem malícia acreditavam em qualquer coisa.

Não atacavam os brancos sem que fossem molestados, pelo contrário, eram até boa companhia. Chefiava os Guaianazes, desde a primeira metade do século XVI, o cacique Tibiriçá, que vivia além da Serra de Paranapiacaba, nos campos cortados pelo rio Anhembi ou Rio Grande, hoje conhecido como rio Tietê. Nele fazia confluência o ribeiro de Piratininga ou Piratinim, de onde teve origem a aldeia de Tibiriçá, situada em uma das margens do tal ribeiro: aldeia de Piratininga, no ribeiro de mesmo nome.

Os jesuítas não haviam chegado ao planalto. O europeu mais próximo estava entre o campo e a Serra, em Santo André da Borda do Campo. Era João Ramalho casado com a filha de um chefe indígena. Antônio Rodrigues, outro português aqui estabelecido, vivia no litoral, nas proximidades de São Vicente, e era casado com Antonia, filha de Piquerobi irmão de Tibiriçá.

Em novembro de 1549, chegava a São Vicente o Padre Leonardo Nunes, mandado até aí pelo padre Manoel da Nóbrega, superior da Companhia de Jesus no Brasil. Na pequena vila junto ao mar, fundada em 1532, entre outras incumbências, deveria ele dar início ao segundo colégio jesuíta da nova colônia portuguesa.

Subindo a serra, chegou a aldeia de Piratininga, onde conseguiu que muitos índios confiassem a ele seus filhos para doutrinar entre os brancos e, com estes meninos formar um Seminário junto ao Colégio de São Vicente.

De visita a esta casa, o Padre Manoel da Nóbrega ordenou que o colégio se mudasse da vila para o campo. Entre o mar e a serra, os sacerdotes estavam vulneráveis às investidas dos corsários e dos índios tamoios, que alguns anos mais tarde fariam aliança com os franceses no Rio de Janeiro.

Em conseqüência desta resolução, os padres deveriam escolher um sítio conveniente, no campo, para fundarem o seu Colégio. A localização de Santo André não era adequada pois, junto a serra a povoação poderia ser atingida sem que os moradores se dessem conta. No campo, entre os rios Tamandoateí e o ribeiro Anhangabaú, o terreno era perfeito.

Tibiriçá foi convencido a transferir sua aldeia para junto do colégio, que ajudou a construir, Recebeu o batismo com o nome de Martim Afonso e passou a viver na atual rua de São Bento, inicialmente denominada “Rua de Martin Afonso”.

O pequeno colégio fundado nas terras dos índios Guaianazes não poderia sobreviver sem o afluxo de maior número de moradores. Por determinação do Governador Geral Men de Sá, que em São Vicente se encontrava, Santo André foi mudada em 1560 para o campo que passou a chamar-se Vila de São Paulo de Piratininga, título esse transferido do povoado de João Ramalho ao povoado jesuíta.

Vendo movimento maior de estranhos habitantes, os Guaianazes perceberam as transformações a que estariam sujeitos, seus padrões de vida estavam ameaçados. Parte deles abandonaram as imediações do colégio, dirigindo-se para Pinheiros e outro grupo para Ururaí, hoje São Miguel Paulista.

Esta última região não lhes era estranha, de hábitos nômades conheciam o sertão vizinho de sua aldeia de origem. Ururaí representava um ponto ideal para fixação. Próximo ao ribeirão Baquirivu a ao rio Anhembi, tanto a comunicação com os meios de sobrevivência teriam sem muitas dificuldades. Estavam os Guaianazes vivendo a plenitude de seus hábitos, o que desagradava os recém chegados jesuítas e mais ainda Tibiriçá, que fiel aos sacerdotes, tinha agora seu irmão Piquerobi, chefiando os Guaianazes dissidentes.

Para tentar remove-los de sua rebeldia, os jesuítas foram até Ururaí, todavia, sem sucesso. A 3 de julho de 1562, Tibiriçá adverte Anchieta que um ataque a vila de Piratininga estava por ocorrer. Passados seis dias, a povoação foi cercada, tendo Piquerobi seu plano frustrado. A força dos Portugueses aí estabelecidos, lhe foi superior.

O cacique da aldeia de Ururaí nada tinha contra os jesuítas, mostrava-se rebelde aos intentos dos colonos europeus, vitoriosos agora. Instala-se definitivamente agora em ururaí, onde a partir de 1562, após o ataque, os sacerdotes passavam a visitar o aldeamento, dando seqüência ao trabalho de catequese já iniciado.

A aldeia de Piquerobi crescia e era alvo de atenções dos jesuítas que aqui edificaram uma pequena capela em louvor a São Miguel Arcanjo, orago cuja predileção demonstrava o padre José de Anchieta.

Em 1567 e em 1585, Ururaí foi visitada por emissários da Companhia de Jesus no Brasil. Nesta última ocasião, o Padre Cristóvão de Gouveia celebrou casamentos e batizou trinta índios. Anchieta tinha suas atenções divididas entre esta aldeia e outras três: Nossa Senhora da Conceição (Pinheiros), Barueri e Guarulhos.

São Paulo de Piratininga atraía forasteiros. Para que os índios de Piquerobi não fossem molestados, Lopo de Sousa, Donatário de São Vicente, lhes concedeu terras por sesmaria lavrada a 12 de outubro de 1580. Tinham início na Penha, até Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos , limitando-se por outro lado com Mauá e Santo André.

Em 1585, contava a aldeia de Pinheiros e Ururaí, com um número aproximado de 1.000 habitantes. Em média a população de São Miguel era significativa para que recebesse um templo religioso maior, sabendo-se que defensivamente a pequena povoação poderia frear investidas inimigas do sertão para os campos de Piratininga. A nova capela foi edificada, símbolo da bravura dos Guaianazes que tentaram lutar contra o jogo colonizador.

Durante muito tempo, os membros da Câmara Municipal de São Paulo ficaram encarregados da administração da aldeia de São Miguel de ururaí, mas só se lembravam dos índios quando deles precisavam para uma expedição aos sertões ou levar socorro às províncias do litoral. Com longínquas expedições, a aldeia logo ficou despovoada dando lugar a outro colonos europeus que das terras passaram a tomar posse.

Em 1766, o Capitão Geral D. Luís Botelho de Sousa Mourão, que governava São Paulo, quis melhorar a sorte das aldeias. Tendo admitido que as terras indígenas estavam totalmente em mãos estranhas, ele pretendeu restituir aos seus legítimos donos os bens que lhes pertenciam.

Munido dos documentos de concessão de sesmaria, ordenou que medissem as terras concedidas aos índios Guaianazes. Ao iniciar, abandonou o projeto por perceber que se tratava de extensão maior do que se imaginava.

Em 1797, escrevia o Frei Gaspar da Madre de Deus: “os infelizes indígenas, descendentes dos antigos donos desta região, não possuem quase nada. Os brancos apossaran-se da maior parte de suas terras, ainda que isso só lhes tivesse sido perdido com a condição expressa de que os indígenas não fossem de forma alguma prejudicados” !


Bibliografia


1. – Bontempi , Silvio. O bairro de São Miguel Paulista Editado Pela Prefeitura de São

Paulo.

2. – Cardin, Fernão. Tratados da terra e gente do Brasil, Ed. Itatiaia.- EDUSP, São Paulo.


3. - Deus, Frei Gaspar da Madre de. Memórias para a Capitania de São Vicente, Ed. Itatiaia – EDUSP, São Paulo.


4. – Saint hilaire, Auguste. Viagem Pela Província de São Paulo, Ed. Itatiaia – EDUSP,

São Paulo.


5. – Salvador, Frei Vicente do. História do Brasil 1500 – 1627 , Ed. Itatiaia – EDUSP.

São Paulo.



6. – Sousa, Gabriel Soares de. Tratado Descritivo do Brasil, 1587, Ed. Itatiaia – EDUSP. São Paulo.


7. – Staden, Hans. Duas Viagens ao Brasil, Ed. Itatiaia – EDUSP, São Paulo.


Dra. Roseli Santaella Stella

http://capeladesaomiguel1622.com/

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Minhocão vira cinema ao ar livre

Minhocão vira cinema ao ar livre
'Elevado 3.5', vencedor do 'É Tudo Verdade', foi exibido para mais de 2 mil pessoas em plena via


SÃO PAULO - O Minhocão ganhou uma cara diferente nesta noite de domingo. O documentário Elevado 3.5, dirigido por João Sodré, Paulo Pastorello e Maíra Bühler, foi exibido no próprio elevado, na esquina da Rua Helvétia com a Avenida São João.

No ano em que se discute se o Minhocão deve ou não ser demolido, o público paulistano demonstrou que está interessado na discussão. Prova disso é que estavam previstas 500 pessoas para a sessão (o número exato de cadeiras disponibilizadas pela produção do evento), no entanto o que se viu foi muita gente em pé.
"Toda a verba para montar a tela, o equipamento de som e a tenda em cima das cadeiras foi bancada por nós mesmo. Estamos muito felizes de ver que em vez de 500, há cerca de 2 mil pessoas aqui", comemorou uma das produtoras do filme, Joana Mariani. A produção, vencedora do festival É Tudo Verdade em 2008, estreia no Espaço Unibanco de Cinema na próxima sexta-feira.

Jornal O Estado de São Paulo de 31 de maio de 2010