sábado, 13 de junho de 2009

Pirituba/Jaraguá


Conheça o histórico do distrito de Pirituba/Jaraguá
A região que abrange os distritos de Pirituba, Jaraguá e São Domingos, tem uma população de aproximadamente 390 mil habitantes, em uma área de 54,7 km². Está localizado na zona norte da cidade. Sua origem no século XIX deve-se à existência de grandes fazendas de café, sendo as principais: a fazenda Barreto, de propriedade do médico resendense Luiz Pereira Barreto, a Fazenda do brigadeiro Tobias e a Fazenda Jaraguá. Com grande influência política dos fazendeiros e a grande importância do café, construíram a estação para receber os carregamentos que se destinavam ao porto de Santos.
O nome de Pirituba é o resultado da palavra "piri", que significa vegetação de brejo e com o aumentativo "tuba", que na língua tupi significa "muito". Pirituba tem como referência histórica a inauguração da Estação de Trem em 01 de fevereiro de 1885.
A Fazenda Barreto, com a morte do seu proprietário em 1922, foi partilhada entre seus herdeiros. Nesse mesmo ano foi loteada a primeira partilha da Fazenda e em 1926 foi loteada a segunda partilha. Essas duas vilas, somadas ao núcleo inicial que se desenvolveu ao lado da estação, vieram a se constituir no núcleo principal de desenvolvimento do bairro. Posteriormente, outras partes da Fazenda Barreto foram loteadas dando lugar a formação de novas vilas, como a Vila Bonilha, Vila Zatt, Vila Maria Trindade, Vila Mirante e Jardim São José.
O Parque São Domingos tem sua origem nas fazendas do Coronel Anastácio de Freitas Trancoso, que cultivava cereais, café e chá. Com a morte do coronel em 1839, seus descendentes venderam, em 1856, a fazenda ao Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e à sua mulher Domitila de Castro, a marquesa de Santos.
Em 1917 a Companhia Armour do Brasil compra as fazendas Anastácio e Capuava. A partir de 1950, parte das terras são loteadas pela Novo Mundo Investimentos Ltda, que as adquiriu da Cia Armour, dando origem ao Parque São Domingos. O nome do bairro é em homenagem ao santo católico, São Domingos Sávio.
Jaraguá, na língua Tupi significa Gruta do Senhor, Guarda do Vale ou Senhor dos Vales. Abriga, além do pico, a estação de trem do Jaraguá que foi aberta em 1891 com o nome de Taipas. Posteriormente teve o nome alterado para Jaraguá.
As primeiras referências históricas da região datam do início do século XVI, quando Martim Afonso de Souza colheu informações sobre os recursos naturais e minerais da região.
Os bairros surgem do desmembramento da Fazenda Jaraguá, que entre os diversos proprietários ao longo dos anos teve: Gertrudes Galvão de Oliveira e Lacerda, sua filha Ana Eufrosina de Araújo Ribeiro casada com Dr. Rafael de Araújo Ribeiro, Lucrécia Leme de Araujo casada com Teófilo Prado de Azambuja que compra parte da fazenda Jaraguá. Em 1939 a fazenda, onde se encontra o morro do Jaraguá, é adquirida pelo governo do Estado. Cria-se em 1961 o Parque Estadual do Jaraguá, ponto turístico de nossa cidade.


Pico do Jaraguá ainda guarda tesouros
O local onde está o Parque Estadual do Jaraguá era uma grande fazenda, que teve diversos donos até ser adquirida pelo governo estadual em 1940. O parque foi constituído em 1961, como área de conservação, e tombado em 1994 pela Unesco, como patrimônio da humanidade. São 493 hectares de área, dos quais 34 hectares dedicados ao turismo. Além do Pico do Jaraguá, com 1.135 metros de altitude, há o do Papagaio, com 1.127 metros.
O parque é uma das principais áreas remanescentes de Mata Atlântica, com diversas variedades de plantas – com destaque para bromélias e orquídeas – e animais – como macacos, pássaros, cobras e até uma espécie de morcego ameaçada de extinção.
A estrutura do parque conta com lanchonetes, pátios, mirantes, quiosques, além de trilhas para os mais dispostos a aventuras. No sopé, o casarão de Afonso Sardinha foi reformado e transformado em albergue. Lá, ainda se encontra um tanque para lavagem de ouro, testemunha da história do Pico.
História que é misturada na paisagem às antenas de rádio e televisão. Os transmissores foram instalados na década de 1950, mas boa parte está desativada, devido às mudanças tecnológicas. Ainda assim, o local é um ponto importante para retransmissão de sinal para o interior paulista e Rio de Janeiro, além de sistemas de rádio-comunicação das polícias civil e militar, Exército e outros.
A chegada ao parque é feita pela Estrada Turística (acesso pelo km 18 da Via Anhangüera). Prefeitura e governo do Estado estão fazendo estudos para reformar, em parceria, a estrada. O parque está aberto para visitação de terça-feira a domingo, das 8h às 17h, com entrada gratuita.


Hospital Psiquiátrico Pinel, instalado em meio ao verde de Pirituba
O sanatório foi construído na Fazenda Anastácio, em Pirituba, uma região de sítios cercada por uma grande área verde. A localização propiciou a construção de uma horta usada nos tratamentos por laborterapia.
O incrível crescimento demográfico da cidade de São Paulo gerou uma crise na saúde pública em 1922. Os hospitais psiquiátricos se viam superlotados e desprovidos de leitos para acomodar os doentes. Tanto as clinicas públicas quanto as particulares não tinham espaço e equipamentos adequados para oferecer tratamento.
Diante deste problema a família Pacheco deu inicio ao projeto de edificação de um complexo hospitalar com arquitetura moderna, inspirada no modelo americano, e infra-estrutura adequada: o Hospital Psiquiátrico Pinel - nome dado em homenagem ao fundador da psiquiatria científica, Phillipe Pinel, psiquiatra francês do século XVIII, que libertou os doentes mentais dos tratamentos sub-humanos ao qual eram submetidos pela religião e pela sociedade.
O sanatório foi construído na Fazenda Anastácio, no subúrbio de Pirituba, uma região de sítios cercada por uma grande área verde. A localização propiciou a construção de uma horta usada nos tratamentos por laborterapia. O Hospital Psiquiátrico Pinel foi pioneiro, no Brasil, na aplicação de eletrochoques. Em 1922, atendia cerca de 120 pacientes mulheres, distribuídas em seis pavilhões, conforme seu estado psíquico - apenas em 1987 o sanatório passou a fazer um atendimento misto.
Quando o governo do Estado de São Paulo comprou o sanatório em 1944, doentes das classes sociais mais carentes também passaram a ser atendidos. Em 1970 a capacidade de atendimento teve de ser ampliada para 322 leitos. A cada ano, a estrutura organizacional do sanatório é atualizada de acordo com os novos programas de saúde. Hoje o trabalho é executado por uma equipe multiprofissional, com programas de atendimento ao público adulto, infantil e de reinserção social.


Casarão do Anastácio, patrimônio arquitetônico em Pirituba
Imóvel em processo de tombamento, o chamado Casarão do Anastácio foi construído pelo Coronel Anastácio de Freitas Troncozo, e vendido depois para o Brigadeiro Tobias de Aguiar e sua esposa, a Marquesa de Santos.
Imóvel em processo de tombamento, o chamado Casarão do Anastácio foi construído em terras pertencentes anteriormente ao Coronel Anastácio de Freitas Troncozo, figura de destaque na vida política e social de São Paulo no início do século XIX.
Em 1856 as terras da Fazenda Anastácio foram vendidas ao Brigadeiro Tobias de Aguiar e sua esposa, a Marquesa de Santos, que um ano depois, com a morte do marido, tornou-se a única proprietária até sua morte em 1867.
Herdeiros da Marquesa venderam parte das terras por onde passavam as linhas de transmissão de força elétrica para a Light and Power, em 1913. O restante da Fazenda Anastácio foi vendido, em 1917, para a Companhia Armour do Brasil. A antiga casa da fazenda, em taipa de pilão, foi demolida posteriormente.
A atual edificação, um casarão seguindo influências do chamado estilo Missões ou Hispânico, foi construída na década de 1920 para abrigar o antigo Club House do Frigorífico Armour do Brasil. Funcionou como hospedaria e local de lazer para funcionários daquela empresa. No local, também havia instalações para criação e treinamento de cavalos para saltos e corridas.
Essas atividades foram desenvolvidas até 1960 quando a área foi vendida para a Empresa Flora S.A. Administração e Comércio (antiga Recordati Indústria e Comércio S.A.), proprietária até hoje. Sem uso, o casarão encontra-se em processo de deterioração.
Fonte: Departamento do Patrimônio Histórico


Pirituba preserva memória e natureza entre estradas e antenas de tevê
Os moradores de Pirituba - cerca de 390 mil pessoas - convivem com o verde do Parque Jaraguá e com obras como um castelinho de arquitetura típica, que serviu como moradia e local para festas no século 19 e ainda está de pé.
Como outros moradores, Célia Maria da Silva, de 58 anos, está preocupada. O bairro Jardim Felicidade está sumindo, pelo menos dos sistemas de cadastro e guias de endereços. “Minha rua consta como Chácara Inglesa”, reclama. A reclamação surgiu durante uma reunião da Amora – Cidadania e Inclusão Social, entidade que surgiu como associação de moradores do Jardim Felicidade, um dos bairros que compõem o distrito de Pirituba, na zona noroeste de São Paulo.
A preocupação de Célia não é apenas uma questão de vocabulário, mas com a memória da região, onde ela mora há mais de 30 anos. Pirituba tem 120 anos, contando como marco a inauguração da estação ferroviária, em 1º de fevereiro de 1885. Mas a ocupação dos três distritos da subprefeitura – Pirituba, Jaraguá e São Domingos – começou muito antes disso e os sinais dessa longa história convivem hoje com hipermercados e antenas de tevê.
A conquista do oeste
O primeiro esforço para dominar a região aconteceu já em 1580, quando o bandeirante Afonso Sardinha tentou se estabelecer no Jaraguá, para explorar ouro. Na ocasião, os indígenas que já ocupavam o local impediram o bandeirante de se fixar ali. A conquista do oeste paulistano, a exemplo dos filmes de bangue-bangue, se deu às custas de sangue índio. A guerra que Sardinha declarou aos nativos em 1592, quando era comandante da vila de São Paulo, durou cinco anos, e em 1597 ele começou a explorar as minas do Jaraguá.
Um dos tanques de ouro foi aterrado recentemente, por orientação de arqueólogos, na aldeia Tekoa Ytu. A aldeia guarani é uma das duas localizadas ao pé do Pico do Jaraguá. Segundo a cacique Jandira, líder da Tekoa Ytu, 26 famílias vivem na aldeia, que tem 40 anos. As terras foram demarcadas durante o governo Montoro e agora a luta dos moradores é ampliar o espaço e melhorar a estrutura para melhor receber visitas de grupos de estudantes e interessados.
Vizinha à Tekoa Ytu, fica a aldeia Tekoa Pyau, mais jovem, com sete anos de existência. A principal preocupação do cacique Fernandes é a demarcação das terras, que atualmente pertencem ao governo federal. A Tekoa Pyau tem 270 moradores e a população está crescendo. Somente no primeiro semestre, foram 30 nascimentos na aldeia, e 96 crianças entre 0 e 6 anos estão matriculadas no Centro de Educação e Cultura Indígena (Ceci) Jaraguá, da Secretaria Municipal de Cultura, que funciona dentro da Tekoa Pyau. O Ceci foi inaugurado no ano passado e ensina a cultura indígena e a língua guarani, com educadores da própria aldeia.
"Senhor do Vale"
O nome Jaraguá vem do tupi-guarani, mas há controvérsias entre os estudiosos e os próprios índios sobre o seu significado. A explicação mais comum é que seja “Senhor do Vale”. Pirituba também é uma contribuição do idioma indígena, e designa o tipo de vegetação que cresce em áreas de brejo.
Também no sopé do Jaraguá, fica a casa – atualmente tombada - de Afonso Sardinha, onde ele morou até sua morte, em 1615. A exploração de ouro continuou até por volta de 1670, quando os filões começaram a se esgotar. Os mineiros que ali trabalhavam começaram a deixar a região, em geral em direção a Minas Gerais e Goiás.
O café e a ferrovia
Pirituba voltou a ser ocupada quando começou o ciclo do café em São Paulo. As duas grandes fazendas dessa época, Anastácio e Jaraguá, foram formadas no começo do século 19. Em 1856, Rafael Tobias de Aguiar e sua mulher, Domitila de Castro Canto e Melo – a Marquesa de Santos – compraram a fazenda Anastácio.
A importância econômica do café e a influência política dos fazendeiros foram determinantes para a construção da Estação Ferroviária Pirituba, pela São Paulo Railway Company, para escoar a produção. A estação impulsionou a ocupação de Pirituba e ainda trouxe os ingleses que trabalharam na obra, que deram algumas das principais características do bairro.
O castelinho, com arquitetura típica, que serviu como moradia e local para festas, ainda está de pé. Há ainda outro palacete, “que era um cassino”, entrega a moradora Eloísa Monteiro Toth, de 65 anos, lembrando das histórias que ouvia.
Pinel
A partir das primeiras décadas do século passado, o desenvolvimento do bairro começou a se acelerar. As grandes fazendas foram loteadas ou vendidas para grandes indústrias – como o frigorífico Armour. Outro ponto de referência do bairro surgiu na mesma época: o Hospital Psiquiátrico Pinel foi inaugurado em 1929.
A maior parte dos ingleses foi embora por volta de 1950. Na mesma época, os holandeses compraram uma chácara que transformaram em clube, a Casa de Nassau. Os japoneses chegaram antes: a Armour arrendou terras a esses colonos para a produção de eucaliptos. Um clube popular de beisebol, esporte pouco comum no Brasil, funciona como símbolo da presença japonesa.
As obras da estrada São Paulo-Campinas, atualmente a avenida Raimundo Pereira de Magalhães, começaram em 1916 e a via era a única ligação entre as cidades até a década de 1940, quando foi inaugurada a rodovia Anhangüera. Em 1978, foi entregue a rodovia dos Bandeirantes, para desafogar o tráfego da Anhangüera.
Bois na estrada
A presença das rodovias faz com que o fluxo de veículos na região seja muito intenso. Em 1947, quando Eloísa se mudou para a Chácara Inglesa, com sete anos de idade, a preocupação maior era com o trânsito de bois. “Eu ia subindo a rua para ir para a escola e via a boiada descendo, pra beber água no lago do Parque Toronto. Então, me jogava por baixo de uma cerca de arame farpado para me proteger. Até hoje eu sonho que estou fugindo da boiada”, lembra, com a anuência de outros moradores antigos do bairro. Hoje, ela reclama do excesso de carros e da poluição, que vê da sua janela.
“Na minha casa, convivem cinco gerações: os avós do meu marido, os pais do meu marido, eu e ele, meus filhos e meus netos”, conta a moradora. Suas raízes no bairro são profundas: “Meus vizinhos são família para mim. Tem gente aqui que eu conheço há mais de 40 anos”.

Um comentário:

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